terça-feira, 5 de maio de 2009

Meus filhos muito amados...


Um dia talvez quem sabe, quando as minhas células sentirem o impulso da minha fragilidade e, quando a doce e bem vinda velhice chegar batendo a minha porta, anunciando o novo ciclo da minha existência, eu vou viver somente dos meus devaneios... dos meus sonhos, que plantei nas minhas convicções.

E na escuridão do tempo que me resta, deslumbrarei a atmosfera do meu caminhar, no oceano da minha saudade, em memória ao tempo que me foi ofertado.

Deixo apenas, um pouco da semente que plantei na vida e, o amor que consegui semear, e, absolutamente nada mais; pois, somos apenas uma lágrima de ternura, ou quem sabe, uma saudade nesta complexidade cósmica.

Levo no silenciar do meu pensamento, o perfume das pessoas que convivi, na certeza da esperança de um novo habitar, pois, vivo a vida na convicção que o Eterno é o meu único referencial.

Eu viverei não apenas no cantar dos pássaros, no brilhar das estrelas, no perfume das flores, mas certamente me eternizarei na intimidade da minha família, dos meus filhos e amigos.


Beijos de teu pai, Alfredo Fagundes